É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

27.9.16

Resenha: Como eu Era antes de Você (O Filme)

"Ei, Clark. Conte alguma coisa boa."

Provavelmente você já ouviu falar nesse filme super fofo. Ele é maravilhoso, não tenho palavras pra dizer o quanto eu amei. O filme, baseado no best-seller da escritora Jojo Moyes, que estreou no dia 6 de junho desse ano. E com certeza você já sabe quem é o protagonista do filme né! Você já reparou que Sam Claflin tem um poder especial? Ele consegue derreter nossos corações sempre, em qualquer filme, com qualquer papel, seja um estudante meio coxinha, um pirata ou um tetraplégico. Fala sério, a escala de fofura dele é ao extremo. O elenco tá incrível além do Sam, tem também Emilia Clarke (lembra da  Daenerys Targaryen de Game of Thrnoes? ), há, e o Matthew Lewis (O neville longbottom de Harry Potter). E os looks da Lou são tão, tão, mas tão legais, e o filme ainda se passa me um castelo. Ha e sem esquecer da trilha sonora que é do Ed Sheeran. Já se apaixonou? Não? Então vem comigo... Hehehe.
Sinopse: Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.
“Como eu era antes de você” conta a história de Louisa Clarck, uma garçonete de 26 anos, que mora com os pais e namora o mesmo cara há sete anos, e está acomodada na vida. Acomodada em tudo: em seu emprego que não tem futuro, mas ela gosta de conversar com os clientes, e é cômodo. Em seu relacionamento, que não faz seu coração bater mais forte, que não se identifica mais pela pessoa que se apaixonou, mas é cômodo. Em viver em um quarto apertado numa casa cheia, por que é cômodo. Tudo muda quando o café que Louisa trabalha é fechado, e ela tem que procurar outro emprego. Depois de muitas buscas e tentativas, ela percebe que não está qualificada para fazer nada e sua única habilidade se resume a: saber lidar com pessoas.
Foi assim que Lou virou cuidadora assistente de Will Traynor, um tetraplégico amargurado que aos 35 anos, se via numa situação complicada, e não pelo caso de seu estado de cuidados extremos, mas por se encontrar desiludido e mal-humorado com a vida e as pessoas ao seu redor. Will tem um humor ácido. É amargo e deprimido. Ele sempre foi muito disposto, porém depois do acidente, perdeu tudo que havia adquirido: seu emprego, sua namorada e suas aventuras. Antes de conhecer Lou, Will tinha tentado se matar e na vã tentativa fez os pais prometerem que o levariam para a Suíça para a Dignitas para que ele morresse como desejava, e para isso ele deu um prazo de 6 meses. Eutanásia é um assunto polêmico e incomodativo. Lou teria 6 meses para fazer Will se apaixonar novamente pela vida. Ela teria 6 meses para salvá-lo da morte. É muito comovente, ver o desenvolver lento do envolvimento de Lou e Will. Duas vidas que não pareciam ter a menor possibilidade de se cruzarem, mas aconteceu. E não foi em vão. Cada um interferiu na vida do outro como tinha de interferir. Louisa não aceita a decisão de Will, e parte em uma missão que será a luta de sua vida, em busca de algo que o prenda a dele. Apesar de torcer ardentemente por Louisa durante todo o filme, entendi a posição de Will, independente do aspecto religioso da questão. Resolvi abordar o desejo de Will através do aspecto puramente objetivo, e me questionar: A quem pertence à vida? E, se a qualidade de vida interferiria em minhas decisões sobre continuar ou não vivendo. Pensei em várias personalidades que por um motivo ou outro perderam a capacidade de controle sobre seus corpos. O que me fez questionar a inteligência e a capacidade de aceitação de uma nova maneira de viver de Will. Principalmente, por ele ser jovem demais para ter tanta certeza de não haver mais nenhuma razão para viver.
Esse filme te faz questionar os valores da vida e como você se sente ingrato diversas vezes ao longo dessa caminhada só por não suportar seus pequenos problemas. Esse livro não esconde as dificuldades e a verdade de um tetraplégico embelezando com uma história de amor. Sim, há uma linda história de amor, mas acima de tudo há uma história de amizade e como às vezes é impossível superar alguns desafios. Como às vezes a esperança não basta, apenas a realidade. Acho que amar os outros pode ser mais fácil do que ser amado. Afinal, é egoísmo saber o que é melhor pra você, mesmo sabendo que isso causará sofrimento para as pessoas que ama? E o pior, mesmo sabendo que isso também pode ser o melhor para elas? Não consigo enxergar o Will de outra maneira além de um personagem fortíssimo.
Eu simplesmente me apaixonei pela história de Will Traynor e Louisa Clark. Como eu era antes de você é uma linda história de amor, não daqueles tipos de clichês que vemos por aí, em que os mocinhos se apaixonam à primeira vista e salvam e transformam suas vidas, com um lindo final feliz. Não! Na verdade ela é envolvente, é cruel, é comovente e muito, muito impactante. Eu fiquei verdadeiramente destruída. E encantada! Simplesmente amei Como eu era antes de você.

"Viva intensamente. Apenas viva".

Um comentário:

  1. Não conhecia mas parece ser um bom filme
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia /Facebook /Intagram
    Tem post novos todos os dias

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