É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

25.8.16

Resenha: A Hospedeira

Oi meus amores. Eu li esse livro a muito tempo, no meu 1ª ano do ensino médio, acabei encontrando ele no app Wattpad, e resolvi ler novamente. Se você não leu o livro ainda, mas provavelmente já deve ter assistido ao filme, que a propósito eu gostei bastante. A adaptação cinematográfica do livro foi boa se comparando a muitas outras que eu me arrependi terrivelmente de ter assistido. A Hospedeira (The Host) é de Stephanie Meyer é da mesma autora da saga Crepúsculo. O livro foi lançado em 2009 e o filme em 2013.

 O livro narra a história do nosso planeta que foi dominado por uma especie de extras terrestres, um tipo de inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

Se você tem problemas com a febre crepúsculo, não se preocupe apesar de ser da mesma autora a história além de ser completamente diferente, é muito boa. Melanie Stryder, uma das poucas sobreviventes a invasão na Terra. Ela tem 21 anos, e passou a vida fugindo, ao lado de seu irmão mais novo, Jammie, e seu namorado, Jared. Uma mulher extremamente forte e resistente, que foi obrigada a amadurecer cedo para cuidar do irmão e isso fez com que desenvolvesse uma compaixão muito grande. 

Quando a alma se apossa do corpo os olhos da pessoa assumem um brilho prateado e a alma se depara com o último momento vivido pelo humano, Melanie tinha tentado se suicidar para evitar que fosse possuída e revelasse onde os outros humanos sobreviventes estão escondidos. Acaba que Peregrina (a alma que possui o corpo de Mel) não consegue assumir totalmente a mente, porque, ao contrário do esperado, Melanie ainda se encontra ali e cria uma barreira para que os seus segredos sejam acessados. No começo, Peregrina e Melanie se odeiam, Melanie por ter uma alienígena no seu corpo e Peregrina por não ser capaz de assumir totalmente o controle do corpo. Peregrina/Melanie tentam se acostumar com uma convivendo com a outra.

Eu fiquei anciosa pela história assim que terminei de ler a sinopse. Como todo livro de ficção cientifica ele é um pouco paradão nos primeiro capitulo, e chega levar a té um tempinho pra conhecer o ambiente. Mas depois ela te prende. A construção dos personagens, até então confusa, começou a tomar forma e ficou clara a finalidade de cada um dentro do contexto. O que mais me chamou atenção no livro foi o inimigo que Meyer escolheu. Já vimos de tudo em livros, vampiros, lobisomens, anjos, caçadores de anjos, de almas, de criaturas sobrenaturais, ETS e muitas outras doideiras. Mas é a primeira vez que eu tinha escultado falar em almas, e achei bem interessante essa escolha. 

Um pouquinho mais na frente a gente dar de cara com um quarteto amoroso, mas com 3 corpos. (Melanie ama Jared e Jared ama Melanie. Peg ama Jared que a odeia. Ian ama Peg e Peg acaba amando Ian). É meio que um triângulo amoroso, só que como existem 2 corpos dentro de um, acaba virando um "quarteto". Jared-Melanie/Peregrina-Ian faz os leitores suspirarem de tão "fofo". Pelo outro, temos o bom e velho clichê de um amor "quebra-cabeça", a marca registrada de Stephenie Meyer. E a grande surpresa, o ápice desta história não é o amor entre Melanie e Jared, mas sim o de Peregrina e Ian. Um amor que surge e se fortalece entre as adversidades que Peg enfrenta ao ser feita refém dos humanos. Os relacionamentos nascem de forma natural e se fortalecem ao longo do tempo, não existe aquela paixão instantânea que torna as coisas irreais. A Hospedeira explora valores éticos que tornam a leitura mais profunda, mais adulta, apesar de ainda ser voltado ao público jovem, e torna-se tão envolvente ao longo da trama que você realmente passa acreditar no que as personagens estão vivendo.

Não vou contar o final do livro, mas a história é maravilhosa. Desenvolve-se de forma lenta no começo, mas apesar do livro ser grande (quase 600 páginas) você acaba lendo rápido e conviver com todos aqueles personagens é uma sobrecarga de tantas emoções conflitantes. O que eu mais gosto nesse livro são os personagens. A resistência humana é formada por tantos personagens diferentes, e, cada um deles ao longo do livro vai se tornando especial pro leitor por variados motivos. Achei extraordinário a forma como ela conseguiu fazer de uma simples célula de humanos foragidos, o paraíso para quem ama a interação humana e sobrevivência. Criou uma protagonista que se divide em duas para trazer ainda mais perspectiva ao leitor. Única! Nada de tecnologias super modernas, ou algo estilo "Independence Day", foi algo que só as 587 páginas do livro podem explicar. Gosto do suspense que tem no livro, me deixa mais curiosa, e o que é mais impactante na minha opinião é que é uma historia tão improvável com um final feliz impossível de ser imaginado. Quando você pensa que tudo acabou para Peg, que o final feliz ia ser só de Mel, você se surpreende e vê que o final feliz pode ser para todos. E os personagens do livro são incríveis. Eu simplesmente amei esse livro. A estória é diferente de tudo do que eu já havia visto até agora. 

Agora se você leu e pensou ” pra que ler? Vou assistir o filme.” Não faça isso. Eu gostei muito da adaptação, não modificaram tanta coisa quanto eu pensei que tinham modificado. Ficou bem fiel ao livro. Li algumas criticas que reclamavam sobre o fato de metade do filme aparecer a atriz falando sozinha, e que era a mesma história amorosa de Crepúsculo. Muita gente diz que o filme é um lixo, apenas porque foi escrito pela autora de Crepúsculo. Apesar de lento e ter os clichês que afinal, todo filme com romance tem, a história é completa e totalmente diferente, e acho que você deveria dar uma chance e ler o livro. O livro é grande, com muita informação. Duas pessoas em um corpo, que pode ser confuso, mas a maior parte do tempo, Peg que conduz a história. Letras diferenciam quando Mel pensa. Eu super indico "A Hospedeira" para todos que curte ficção científica, para quem assistiu o filme, e para quem adora romance misturado com ação.

E pra quem já leu o livro mais ainda não viu o filme os atores Saoirse Ronan, Max Irons e Jake Abel) vivem os personagens centrais da trama. Desconfio que as escolha, foram para alcançar mais uma vez um sucesso estrondoso como o público jovem. Mas não fiquei nem um pouco mal de ter dois caras mega lindo no filme. Sem problema hehehehe.

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