É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

8.7.16

Minha velha e querida Infância

É em dias como hoje que as lembranças decidem invadir minha cabeça, e me deixam com aquela sensação prazerosa de nostalgia. Cada lembrança traz consigo um pedacinho do que você é, ou deixou de ser em uma dessas reviravoltas da vida. Seja aquela garota sorridente que sempre dizia o que pensava ou aquela criança tão quietinha e diferente das outras, que entre palavras e brincadeiras, acabava sempre optando por um velho caderno e uma caneta. O tempo passou e eu cresci. Algumas coisas foram ficando pra trás. Metas foram se estabelecendo, sonhos foram mudando, conceitos foram tomando forma. As bonecas na estante foram dando lugar a livros. As adoráveis meias coloridas ficaram cafonas e horríveis. E eu simplesmente não pude evitar essa mudança. Comecei a ter problemas e a me importar com os problemas do mundo. Aquela menina que obedecia tudo o que o pai mandava agora quer questionar as ordens dele antes de assentir. Os desenhos na TV que pareciam encantadores e fascinantes agora parecem banais... Historinhas mal contadas não a convencem mais. Antes andava pela casa só de calcinha. Agora, não gosta nem de pensar na hipótese de alguém a ver assim. Conheceu novos cheiros. Se o cheiro do bolo quentinho da avó parecia a oitava maravilha do mundo, imagina o cheiro que fica na roupa depois que aquele garoto incrível lhe dá um abraço. Conheceu novos gostos. O chiclete que vinha com tatuagem parecia bom, mas o gosto de um beijo demorado parece bom demais. A menininha que acreditava em tudo mundo, começou a ter decepções. E nesse meio tempo o dicionário me ensinou que futuro nada mais é do que um intervalo de tempo que se inicia depois do presente e não tem um fim definido. Na adolescência tudo acontece ao mesmo tempo. O corpo muda, as responsabilidades crescem e nosso pobre coração, que então descobrimos não ser tão bonitinho e simples quanto costumávamos desenhar na folha de papel, vai sendo remendando uma porção de vezes. É sempre quase o fim do mundo, mas uma boa noite de sono nos faz mudar de ideia. Desde que saímos da infância, cada fase nos torna um pouquinho mais fortes. Cada conselho nos deixa um pouquinho mais sábios. 

Devido a minha infância super protegida, hoje minha característica é que prefiro não seguir o tal padrão obrigatório, e adivinhem, pessoas assim se tornaram adultos corajosos e cheios de ideais. Não pense que somos solitários. Eu por exemplo, adoro ficar sozinha. Aprecio o silêncio. Ler meus livros, assistir muitos episódios seguidos daquela série que ninguém gosta, ouvir músicas no fone de ouvido ou ficar atoa na internet sem precisar dizer nenhuma palavra. Dai eu volto pro passado e começo a me lembrar da minha infância e do quanto eu era feliz por lá,. E pra falar a verdade esse momento são um dos meus melhores. Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos e leite todos os dias por volta das três da tarde e pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca. Ou se todos os governos tivessem como regra básica, devolver as coisas ao lugar em que elas se encontravam e arrumassem a bagunça ao sair. E hoje, eu sou apenas um poço de nostalgia. Nostalgia de lembrar de tudo o que passou, pequenas coisas que me fizeram muito feliz, pequenas coisas que juntas formam partes do que sou, e lembrar disso é muito bom, minha velha infância. Fase de descobrir as coisas onde tudo era novo e motivo de festa, onde na maioria das vezes eu me mostrava tímida demais e reservada. Infância que mesmo com toda minha timidez consegui viver grandes momentos e me permitir, hoje, ter maravilhosas lembranças fixadas em fotografias já gasta. Felicidade de ter vivido todo esse tempo e chegar aqui, agora, e falar de como foi incrível tudo isso. De como é bom ter momentos para recordar e como foi grande o aprendizado de tudo o que passou. Ser criança é com certeza uma das melhores fases da vida, mas no final, é isso que resta, apenas recordações, e no máximo algumas fotografias.
(Essas fotos são dos meus primos. Estavam a um tempão guardadas no meu computador pra o projeto Túnel do Tempo que eu iniciei aqui no blog, mas acabou que não sei se vou continuar o projeto, e achei que seria uma boa colocar nesse texto já que é sobre infância que falei. Espero que tenham gostado.)
Via; (1, 2, 3, 4)

4 comentários:

  1. Ai que fofa adorei
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia
    Facebook
    Tem post novo todos os dias

    ResponderExcluir
  2. Simplesmente me vi em seu texto. A infância era magica, mas como se diz tudo que e bom um dia se acaba.
    Enfim belas palavras. Adoro seu blog.

    Beijoos e sucesso

    http://fotografandonf.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado flor, sucesso pra você também! Beijos.

      Excluir
  3. Que lindo,eu amei prima 💜
    O texto e as fotos, até chorei aqui kkkk

    ResponderExcluir

Vai postar um comentário? Ebaaaaa.
Espero que tenha gostado dos conteúdos do GLP, prometo que retribuirei seu comentário logo me breve, é só deixar o link do seu blog, e assim que possível, farei um visitinha. Prometo. Volte sempre!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...