É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

30.5.16

Resenha: O Bom Dinossauro


Eu sou apaixonada por animação, o que explica o fato de eu sempre fazer resenhas sobre elas aqui no blog. Meu pai adora desenhos animados, então eu sempre procuro uns legais pra baixar pra gente assistir junto. Essa semana eu baixei O Bom Dinossauro. Admito que baixei mais com medo de me arrepender depois, já que o nome parecia beeeeem infantil, achei que fosse um desses desenhos sem graça para criancinhas. Mas não, ele é lindo.
Sinopse: E se o gigantesco asteroide que colidiu com a Terra há muitos anos não tivesse acertado o nosso planeta? Partindo dessa hipótese, o filme traz a história onde humanos e dinossauros, que são maioria no mundo, passam a conviver e mostra a amizade de Arlo (Raymond Ochoa / dublado por Pedro Henrique) , um jovem dinossauro da espécie apatossauro, com um menino humano, chamado Spot.
Assim como todos os filmes da Disney Pixar, a história é envolvente, emocionante, divertida, séria, cativante, fofa, trágica e original. A Pixar, desde o seu inicio, produziu animações que expandiram as possibilidades de se fazer desenhos animados. Em parceria com a Disney, que já realizou filmes icônicos, como Toy Story (1995), Procurando Nemo (2003) e, o mais recente, Divertida Mente. Para começar o ano com chave de ouro, Pixar e Disney lançam mais um longa: O Bom Dinossauro. O filme foi dirigido por Peter Sohn. É a primeira vez que o animador cuida desta parte em um longa, e apesar de novato, ele conseguiu fazer este trabalho perfeitamente. Ele trabalha com animação desde O Gigante de Ferro (1999), portanto, ele soube como uma deveria ser inteira e nos mínimos detalhes. Peter foi o responsável pelo desenvolvimento da história, criada por Bob Peterson, conjuntamente com este e mais Erik Benson (Carros 2), Kelsey Mann (Universidade de Monstros, como supervisor de animação) e Meg LeFauve (Divertida Mente). Esta última foi a responsável por finalizar o roteiro.
O filme parte da ideia de que o meteoro (que todos conhecem na história), aquele que extinguiu os dinossauros da terra, simplesmente não aconteceu. E a partir dai, dar-se inicio á história de uma família de Apatossauros que vivem no meio oeste. Arlo, o protagonista do filme, é o filho mais novo tem dificuldades para deixar a sua marca no mundo, algo que a família, apesar de muito amorosa com o caçula, valoriza bastante – ele tem medo de galinhas, o que torna a simples tarefa de alimentá-las numa perigosa aventura. Arlo é medroso e inseguro. Porém, a partir do momento que ele conhece Spot, o filhote humano, sua vida e percepção do mundo que o rodeia se altera. E devido a eventos trágicos (que remetem um pouco ao clássico Rei Leão) que acontecem no meio do filme, Arlo acaba se perdendo e Spot – que ele acreditava ser seu inimigo – se torna seu parceiro de viagem, aliado, protetor e aí uma grande e improvável amizade se inicia. A relação que os dois desenvolvem é construída na troca de conhecimentos, em aventuras que eles vivem, e na confiança que nasce da superação de momentos de perigo. Spot, além de uma personalidade cativante, ele é o humano da história que não se comporta como tal mas sim o bichinho de estimação do dinossauro.
No início existe um pouco de humor, que permanece até começar os principais acontecimentos. Esses acontecimentos mudaram o tom que o filme vinha tendo até então, mas não de forma brusca, e sim naturalmente. Os personagens são carismáticos e fofos como em todas as outras diversas animações da Pixar. Arlo é ingênuo e inexperiente e Spot se comporta como um cachorro leal. É sutil a construção das relações entre os personagens – principalmente o elo que se estabelece entre Arlo e Spot –, com o intuito de espalhar a mensagem do quão importante à família. E no fim, fica difícil não chorar, tampouco rir.
Os cenários de fundo do filme é tão grande que parece de fato que você está “de volta” ao período Jurássico. O realismo do cenário é incrível, e me lembra muito a animação “Valente” que tem uma qualidade ótima também. A ideia de ter um humano como animal de estimação é muito divertida. Spot é um animal meio selvagem meio domesticado, que demonstra carinho por Arlo e os dois tem uma verdadeira amizade. Esse filme é sensacional e eu recomendo para todos, independente da idade! Cada geração irá fazer uma leitura diferente, mas todas absorverão a essência fantástica que ele tem.
Pode-se dizer que roteiro é extremamente simples, bobo e muito previsível. Mas o  filme trata de modo majestoso o conceito de amizade, medo e superação de uma forma tão peculiar que nos toca imediatamente. E a gente se pega querendo chorar em algumas cenas. A história é simples, e desde o começo você já meio que sabe o que vai acontecer no final. Mas o desenvolvimento ficou bem legal. O Bom Dinossauro é um ótimo filme. Ele não vale só a pipoca e a entrada, como cada minutinho olhando pra tela. É um filme inspirador que nos lembra a importância da família e das amizades, um filme de superação dos nossos medo, e mostra como amar é fazer a vida daqueles que amamos feliz mesmo que não façamos parte dela. O Bom Dinossauro é um bom filme.

2 comentários:

  1. Parece ser muito fofo esse filme.

    http://www.blogsecretplace.com/

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  2. Parece ser mesmo divertido
    Beijinhos
    CantinhoDaSofia
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    Novo Sorteio ( Portugal & Ilhas )
    Tem post novo

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