É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

20.4.16

Resenha: A Herdeira

"Nunca consegui prender a respiração por sete minutos. Nem sequer por um. Uma vez tentei correr um quilômetro e meio em sete minutos depois de descobrir que alguns atletas faziam isso em quatro, mas fracassei espetacularmente quando pontadas na lateral do abdome me deixaram exausta no meio do percurso. Contudo, há uma coisa que consegui fazer em sete minutos que a maioria das pessoas consideraria bem impressionante: me tornar rainha."

Esse livro é mais um de Kiera Kass, mas não faz exatamente parte da trilogia da Seleção. A história do romance de América e Maxon termina em “A Escolha”. A Herdeira conta a história da primogênita deles. Vinte anos atrás, América Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon, agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.

Eu tenho que falar logo de cara que não gostei do livro, na verdade, não gostei da protagonista, a história em si tem tudo pra ser boa, com aquela pegada de conto de fada que América viveu em "A Seleção", "A Elite" e "A Escolha". Eadlyn é completamente ao contrario dos pais, minha opinião em relação a ela foi; esnobe, fresca, durona a ponto de ser arrogante e acomodada. Poderia dizer que tem haver com o fato de ter sido criada em berço real, ela nasceu princesa com todo o conforto do palácio, então de certa forma ela poderia ter tais qualidades, mais não é essa a questão. Maxon nasceu príncipe também, mas de toda forma ele tinha um coração gentil, se preocupava com o bem estar das pessoas, e sempre media as palavras temendo machucá-las. Eadlyn nasceu predestinada a ser a futura rainha de Ilheia, a primogênita de Maxon e América, que nasceu apenas 07 minutos antes do irmão gêmeo Ahren. E meu único pensamento quando terminei de ler o livro foi, teria sido bem melhor se Keira tivesse contado a história de Ahren ao invés da de Eadlyn. O pouco que ela mencionou sobre Ahren, ele me lembra muito o Maxon, cheio de amor, sonhador, cavalheiro e gentil. A história de um príncipe apaixonado por uma princesa, mas, que teria que passar pela seleção seria bem mais emocionante.
Eadlyn, é o tipo de feminista que se sente independente e poderosa, acreditando que não precisa de um homem pra ser feliz. Ela é toda independente, forte, determinada e na seleção ela tem que se fazer frágil, e não é isso o que ela quer. Ela  acha que o mundo gira em torno dela, é toda mimada, metida e só olha pro seu umbigo, o me deixou bem irritada a maior parte do livro.

Após Maxon se tornar rei sua primeira ação foi a extinção das castas, como forma de propor igualdade para seu povo, porém uma parte da população começa a retaliar a família real e Maxon pensa numa maneira de entreter seu povo até que ele possa resolver os problemas, então decide que haverá uma nova seleção dessa vez 35 pretendentes e uma princesa, (que no meu caso ficaria super feliz em ter 35 garotos disputando a minha mão, hahahahaha). Maxon e América tiveram gêmeos, mas como Eadlyn saiu primeiro que o menino elá é a herdeira do trono, e  terá que passar por uma seleção, mas como ela foi criada para ser rainha, ela não aceita muito bem a ideia da selecão e bola algumas alternativas para afastar seus pretendes. 

O governo floresceu muito com o fim das Castas e por muitos anos houve um reinado de paz e prosperidade. Contudo, ainda há alguma insatisfação popular devido à pobreza e miséria ainda existentes, a falta de oportunidades e os preconceitos sobre antigas Castas, fazendo com que grupos revoltados começassem a surgir. Assim, tanto para ganhar tempo e contornar a situação, e estarem preocupados com a filha, sempre solitária pelo palácio, e sempre parecendo fria para população, Maxon e América decidem que é hora de uma nova Seleção. A seleção nesse livro não é tão séria e comprometedora com no tempo de Maxon, é mais um realite show para abaixar a poeira, dessa forma Eadlyn não é obrigada a escolher um esposo caso ela não venha se apaixonar por nem um dos garotos no fim de tudo. Mas é claro que como qualquer convivência, ela acaba se apegando com alguns deles, e se envolvendo bem mais do que ela esperava, mas não o suficiente pra convencer o público que uma escolha será feita.

Ela se considera forte destemida o suficiente pra governar sem a ajuda de ninguém, e durante o livro ela está sempre lembrando a si mesma o quando ela é a mulher mais poderosa, e pode fazer o que quiser. Mais o fato dela ser princesa não significa que ela é melhor que ninguém. O problema é que as preocupações de Eadlyn fizeram com que ela deixasse de observar o próximo. Ela criou uma barreira tão forte em torno de si que esqueceu que existem pessoas com problemas ainda maiores que os dela. Por isso, eu odiei a personagem logo de início. Tirando isso de lado e voltando-se para os romances, não temos aqui um triangulo amoroso, está tudo muito no escuro, Eadlyn não dá brechas para entendermos os sentimentos dela, fica tudo meio indefinido. Os garotos são incríveis e, me apeguei muito com eles no decorrer da história. Uma coisa muito importante no livro foi Kiera manter o Aspen, Lucy e Merlee e Woodwor como antagonista “forte” na história, afinal eles foram importantes para desenvolvimento da história de América, e como prometido em "A Escolha", a gente ver que eles se tornam amigos incríveis e leais ao casal. Me deixou muito feliz em ver o relacionamento que América tem com Lucy e Marlee, e o respeito e carinho que Aspem e Woodwork tem por Maxon.

kiera Cass devido ao sucesso da série "Seleção", quis delongar a série, com esse quarto livro "A herdeira", que não passa de uma versão cansativa e feminina da seleção, não se comparando aos outros livros da trilogia. Se pelo menos a escritora inovasse, trazendo uma trama empolgante que verdadeiramente surpreendesse o leitor, mas não. Foi um enredo enjoativo que não finaliza neste livro, levando-nos a crer que o "The end" só ocorrerá em um próximo livro da autora, o que é lamentável. Com o “não” fim desse livro, não da pra saber quem Eadlyn vai escolher e nem mesmo se ela vai fazer uma escolha. Cada um pode criar sua torcida, porque pelo menos uns 4 selecionados tem boas chances de ganhar o coração dela (ou não). A Herdeira foi um livro desnecessário para um conto muito bom, vamos aguardar e torcer para que o próximo livro nos recompense. Mas na minha opinião, a história da seleção terminou na escolha, foi um fim justo e digno pra uma trama incrível.

Se você quiserem ver as resenhas anterior da saga vou deixar o link aqui em baixo pra vocês conferirem.
Felizes para Sempre (Será a próxima resenha que farei, libero ainda essa semana)

"Eu tentava não reclamar. Afinal, tinha consciência de que era muito sortuda. Mas havia dias, às vezes meses, em que eu sentia um enorme peso nas costas. Peso demais para qualquer pessoa suportar sozinha, na verdade."

6 comentários:

  1. Eu amei a resenha, eu sou louca pela seleção, eu li todos os livros em 1 semana kk ♥
    lravilla.blogspot.com

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    Respostas
    1. kkkkk nossa, e eu memorei muuuuuuuito pra terminar todos. kkkkkkkk

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  2. adorei a resenha, vou ler bjs : )

    lanibelezafeminina.blogspot.com.br

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  3. EU amei sua resenha!
    Vou ler!
    Tenha um bom feriado!

    www.dicasdamandy.com.br

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    Respostas
    1. Obrigado linda. Você também!
      Beijos...

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