É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

30.3.16

Seu sorriso foi a minha inspiração.

Eu conseguir registrar quase todos os melhores momentos da minha vida. Desde que me entendo por gente, eu fotografo tudo que vejo. Quando eu era pequena minha família ficava até reclamando comigo porque eu tirava foto deles, sem eles perceberem. E antigamente eram aquelas câmeras de filme, não tinha como excluir ou editar as fotos feias, então a gente acabava revelando tudo, e vinha vários close na hora errada. Eu morria de rir com o resultado. Essa paixão só cresceu ainda mias dentro de mim. Sempre foi natural pra mim ver beleza em tudo. Sempre observei bem a paisagem a minha volta com mais cuidado, assim eu não deixava passar nada, um sorriso, um olhar, um voo, um passo, uma cor, um movimento, um pulo, um som, uma brisa, o vento, tudo isso era ingredientes pro foco na hora do clique. Um dia eu estava fotografando algo lá no horizonte, e no milésimo momento entre o flash e a captura seu sorriso acabou tapando o meu fundo de tela. No inicio eu fiquei zangada por você travessar na frente, demorei muito pra encontrar outro angulo bom. Mais quando eu cheguei em casa acabei revelando a sua foto junto com as outras, e aquele sorriso era tão lindo, tão real, como se fosse todo pra mim. Eu não parava de olhar, para foto. Fiz até uma moldura pra ela e pendurei na minha sala. O cara que saiu por engano na minha foto acabou sendo, inspiração para outros cenários. E outro dia, você esbarrou em mim, novamente, enquanto eu tirava outra foto. Sabe aquele momento que você trava eu não consegue comandar nem um membro do corpo? Foi assim quem me senti quando olhei pra aquele sorriso. Eu conhecia ele. Conhecia aquela sensação que ele transmitia, que me causava tontura e uma vontade louca de beijar. Conhecia aquelas covinhas no cantinho dos lábios. E eu sabia que era você. Nunca acreditei em destinos ou alma gêmea, mais na quele momento eu tinha certeza absoluta que você seria meu. Que aquele sorriso seria o que eu viria pro resto da minha vida. E é hoje chega até ser engraçado pensar nisso enquanto eu observo você dormir. E vejo o quanto a vida é justa quando a gente faz o que a gente ama com amor. Nunca foi o tipo de garota que correu atrás das coisas lindas, ou de um trabalho perfeito que me fizesse reconhecida. Eu sempre amei o simples, o inevitável. E eram esses ingredientes que deixavam aquela pilha de fotografias pendurada pela casa, tão únicas e tão bonitas. E foi em um desses momento inevitáveis que eu me apaixonei perdidamente, pelo homem que deixou de ser apenas um sorriso na tela do meu computador, pra um corpo inteiro em cima da minha cama. Engraçado como as coisas são né?

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