É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

19.1.16

E quando a morte chegar


Quando começamos a falar da vida ou do destino, agimos como se ela fosse eterna. Vamos à morte como um simples pesadelo que tivemos quando criança, e apesar de tantos anos terem passado ele insiste em assombrar, ai, a gente pega ela e chuta pra longe por não ter mais significância nem uma. Mais a real é que a morte existe e quando ela vem não dar pra simplesmente bater um papo, pedir um empréstimos maior, jogar conversa fora. Não dar pra dar pausa, voltar e pular a parte ruim. A gente aceita, mesmo não querendo, aceita. A questão é; o que levaremos, ou de quem lembraremos. Promete pras pessoa que elas vão ficar pra sempre em nossos pensamentos. Só que depois de alguns anos fica difícil lembrar dos reflexos, até as fotografias perdem mais o brilho, e ela se torna mais um que foi e não vai voltar mais. A questão não o que levaremos mais sim o que vamos deixar aqui. Dizem que é errado um homem se doar por completo nessa vida pra ser alguém reconhecido. Eu discordo. Temos que viver, amar, se entregar e lutar para sermos lembrados. Hoje eu posso ligar pra minha amiga distante que não vejo a 12 anos, marcar um almoço e relembrar os velhos tempos. Rir, chorar e fazer promessas de um novo encontro. Mais e quando a gente morrer será que essa lembrança minha vai continuar pra sempre com ela? O que eu fiz? Quem eu fui? Isso é o que importa. É como se diz o ditado, não deixe pra manhã o que se pode fazer hoje. Não deixe pra salvar o mundo, fazer um filme, criar um blog, ser capa de revista, sair na TV, vira modelo, tirar fotos, salvar os animais, dizer eu te amo pra quem você nunca conhece, para amanhã, se você pode fazer hoje. Quando algo se vai, outra coisa fica, e no meu caso não quero que seja o esquecimento. Eu quero ser lembrada, amada. Quero ainda poder ouvir o meu nome na boca das pessoas. Mesmo depois de já ter partido eu quero poder ter um pedacinho meu aqui. Quando se morre tudo acaba com você. Sonhos, desejos, sentimentos, só fica apenas o vazio. É como um terreno que antes havia uma linda casa, mais com o passar do tempo ela desmoronou e aos poucos os entulhos foram jogados fora, dando espaço para um novo cenário. Não dar pra reviver tudo o que se viveu naquela antiga casa, porque só a lembrança ficou, e com o tempo ela também se vai por completo, e o que vai valer é a paisagem real. Meu conselho é: grave seu nome em uma árvore. Faça cartas pras pessoas que você conheça e deixe guardadas, assim quando forem limpar os entulhos alguma parte sua irá permanecer, mesmo que sejam só palavras, videos bobos ou simples fotografias. Corra, faça algo que seja diferente, que mude o mundo. Mesmo que seja um pedacinho bem pequeno.

4 comentários:

  1. Adorei o texto. Mas ainda sou daquele ser que não está preparada para a morte e muito menos gosto dessa palavra...

    *XoXo
    Helena Primeira
    Helena Primeira Youtube
    Primeira Panos

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    Respostas
    1. Verdade não é um a palavra que muita gente gosta de ouvir, mais é exatamente sobre isso que fala o texto, não dar pra esquecer e fazer de conta que ela não existe. A gente só tem que está certa que quando ela chegar vamos está pronta.

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  2. Nem gosto de pensar nisso.

    http://alinesecretplace.blogspot.com.br/

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