É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

22.12.15

O restou eu coloco em um pacotinho e jogo no mar.

Eu sempre adorei essa sensação de liberdade, é isso que faz eu me acordar de bom humor a maior parte dos dias. Quando eu me sinto aprisionada o meu outro lado azedo e insuportável sempre levanta primeiro que eu. Meus pais sempre me falavam que eu tinha que obedece-los, que eu precisava fazer exatamente tudo o que eles mandavam se não eu ia me dar muito mal. Mais não é assim que as coisas funcionam, não hoje. Você precisa provar do fruto pra saber se ele é bom, se alguém come-lo e perguntar que gosto tem, você nunca vai saber responder por que você não provou. E é assim que as coisas são. Cada um aprende com seus erros, não adianta querer viver na sombra de outra pessoa pra não correr o risco de se machucar, porque dessa forma você não vai viver, vai apenas existir. Eu quebrei a cara mais vezes do que eu gostaria, mas hoje eu posso fazer uma lista do que eu posso ou não fazer pra evitar os mesmos erros.
Tem uma musica de Fruto Sagrado que diz assim: A gente vive achando que vai viver pra sempre. Quem garante que eu vou ter outro dia, outro instante? E é nisso que eu me baseio. Eu vivo todos os dias. Joguei fora o manual que me ensinava apenas a sobreviver. Alguns dias são com sorrisos, outros são com lágrimas. Tem vez que o caminho leva ao meu destino, outras vezes só faz com que eu chegue a lugar nem um. Mais eu não deixo a maré me levar. Eu crio um rota e se eu entrar no caminho errado, eu volto e tento novamente, e assim eu vou indo. Levo comigo as coisas que me fazem bem, as pessoas que acreditam em mim, e as palavras que me confortam e me dão força. O resto, eu coloco em um pacotinho e jogo no mar, o mundo já é feito de coisas ruins que eu tenho que enfrentar todos os dias, a ultima coisa que preciso é de uma sombra de negatividade me perseguindo.
Eu escrevo tudo no meu blog. Desabafo minhas preocupações e meus medos, luto contra meus demônios todos os dias e aceito meu erros como parte de mim. Mais quando a tempestade passa... Eu brinco com meus primos mais novos como se fosse uma garotinha. Eu assisto Frozen e depois saio cantarolando Let It Go pela casa. Eu crio um boneco de neve antes de comer o marshmallow, eu uso o detergente da cozinha pra fazer bolhinhas, eu jogo bolinhas de papel na cabeça do meu pai durante o jantar e no final do dia eu sou feliz. E é isso que importa. Temos que aceitar os tempos ruins da mesma forma que abraçamos o tempo bom. Temos que ver nossos erros como um aprendizado que vai durar pro resto da vida. Porque no final não importa quanta pedras caíram durante o processo, mais a grandiosidade do seu castelo, e quando no fim do dia você chegar a varanda e assistir o pôr do sol de frente pro mar, você ver que tudo valeu apena.

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