É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

19.8.15

Resenha: Baby Chappie


Chappie é com certeza o primeiro filme de ficção cientifica, tão fofo, que dar vontade de nunca mais parar de assistir. Eu já assistir alguns filmes de "Neill Blomkamp" e sempre gostei dos seus trabalhos relacionados a tema sobre identidade. "Distrito 9", "Elysium" e "Chappie" prova esse seu facinio. O celebrado “Distrito 9″ lidou com a identidade racial. “Elysium” era centrado na identidade social dos indivíduos, com apenas aqueles pertencentes à classe dominante tendo direitos plenos à serviços básicos decentes. Já em “Chappie” a questão beira o existencial, com temas como consciência e personalidade do indivíduo, e com alguns toques de cyberpunk japonês. Eu tava querendo assistir a um tempão mais sempre parecia alguma outra coisa e eu não conseguia, hoje eu parei algumas horinhas e fui conferir o filme que ficou no topo das bilheterias americanas durante sua primeira semana. trama é centrada em um robô que adquire a capacidade de pensar e ter sentimentos depois de ser reprogramado. Apesar de parecer muito com à história de "Robocop", "Chappie" caminha para uma trama mais sensível e humana. 
Assim que a IA é implantada no robô, ele passa a ser humano, o robô é apenas uma criança e tem que aprender as coisas. É interessante como  o design de produção, mesmo ambientando a trama em um prédio abandonado, consegue recriar um local infantilizado: as paredes coloridas típicas de um quarto de criança, são substituídas por muros de concreto repletos de grafites e adesivos; os móveis e brinquedos por objetos velhos de diversas cores, como cadeiras, mesas, garrafas e até mesmo uma geladeira verde e rosa com um smiley em uma das portas. Além da decoração que é super fofa e bem, bem colorida mesmo, outra coisa que eu amei pra caramba foram às roupas. No inicio eu não gostei do trio de mercenários que são protagonistas da série (eles viram a família de Chappie), mais com o tempo eu gostei bastante de Yolandi, a garota mercenárias que Chappie chama de mamãe, ela é um amor. O filme é uma visão dos conflitos que uma criança passa durante a sua adolescência. Os 3 principais personagens que Chappie precisa lidar é, Deon, o seu criador que tenta ensinar o certo, (como roubar, quebrar uma promessa ou desrespeitar é errado) e, Yolandi e Ninja que são as figuras paternas, (pai e mãe). Yolandi, mesmo tendo seguido um caminho considerado errado, demonstra que isso não é sinônimo de maldade e busca dar ao filho o máximo de atenção e carinho, com a esperança de guiá-lo para um caminho diferente do dela. Já Ninja, como pai, é um espelho do sistema patriarcal em que ainda vivemos, onde ele dá as ordens e serve como exemplo para o filho. Chappie acaba abraçando de sua maneira os valores de seus “pais adotivos”, preso entre estes e os desígnios de seu criador, tão ou mais imperfeito que sua criatura. Dessa forma, quando Chappie atinge a adolescência, seu objetivo é conquistar o respeito e orgulho do pai. Mesmo sendo um garoto bom que quer fazer o certo, ele passa a seguir o estilo do pai na forma de andar, falar e até de se vestir. Chappie é reflexo das inúmeras crianças que em seu dia-a-dia convivem com o crime. Elas apenas reproduzem as ações que costumeiramente permeiam suas vidas e que, portanto, são absolutamente naturais para elas. Chappie constata que nossa forma de ver o mundo está diretamente ligada à forma como fomos criados e ao local onde crescemos. Um filme, com um personagens fofo, desengonçado e espontâneo, uma história linda e um cenário incrível. Com certeza é o filme que você vai querer parar um pouquinho pra assistir.
Em um futuro próximo, a África do Sul decidiu substituir os seus policiais humanos por uma frota de robôs ultra resistentes e dotados de inteligência artificial. O criador destes modelos, o brilhante cientista Deon (Dev Patel), sonha em embutir emoções nos robôs, mas a diretora da empresa de segurança (Sigourney Weaver) desaprova a ideia. Um dia, ele rouba um modelo defeituoso e faz experiências nele, até conseguir criar Chappie (Sharlto Copley), um robô capaz de pensar e aprender por conta própria. Mas Chappie é roubado por um grupo de ladrões que precisa da ajuda para um assalto a banco. Quando Vincent (Hugh Jackman), um engenheiro rival de Deon, decide sabotar as experiências do colega de trabalho, a segurança do país e o futuro de Chappie correm riscos.
OBS: Desculpe por algumas fotos estarem com o Play no meio. É que como eu estava assistindo o filme online e algumas cenas passavam rápido demais, então eu tive que dar pause para tirar print de algumas cenas. Infelizmente não encontrei as fotos que eu queria do filme no google, então tive que fazer isso. Mais ficaram boas.

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