É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

23.4.15

Desventuras de uma Garota Diferente


Eu sou um pouco mais estranha do que o estranho permite ser. Não uma garota disfarçada mais sim uma mulher diferente. Acontece que eu vi que não vale apena mostrar o seu melhor no meio de tanta gente ruim, avezes um pouco de malicia deixa o fardo um pouquinho mais suave. É estranho caminhar pela rua e ver tantas pessoas boas seguindo suas vidas sem nem ao menos perceber a sua existência. Não é preciso estar à beira da depressão social pra saber o qual somos insignificantes, que não passamos apenas de mais uns numero acrescentados naquele calculo  que não aprendi na aula de matemática. A questão é o seguinte, eu não quero sentir dor. Já pulei aquela fase de solidão + cobertor = sofá e noites sem dormir. Esse mundo é bem maior do que agente imagina, então certo dia eu sai. Apenas sair, sem direção alguma, sem ponto de chegada, foi ai que eu vi a vida de verdade. Passei por muitos bocados, fiz coisas que deveria me arrepender, já viajei tão alto que a lua era como uma bolinha de ping-pong nas minhas mãos. E durante essas viajem malucas eu percebi que estava oferecendo amor pras pessoas erradas, era como estar oferecendo uma jujuba para uma fabrica de doces. Então eu passei a me importar com as coisas erradas e percebi que para alguns, a coisa errada pode ser a coisa certa.
Hoje, as páginas de papeis e a tela do computador estão mais cheias do que nunca. Eu comecei a escrever. Não dava pra falar tudo o que vi mais eu vou ficar velha um dia, e quero poder me lembrar do máximo de detalhes da vida estranha e feliz que eu tive. Percebi que mudei pra caramba, agora eu tenho uma incrível capacidade de rir de mim mesma e de enxergar o estilo forte e atrevido que eu tenho. Minha vida é como um bom ritmo que eu estou sempre tentando muda-lo. Às vezes ela fica bem rápido como uma noite louca na balada, outras vezes ele fica tão suave quanto o barulho dos pássaros e as pincelas de um artista tentando retratar um por do sol lá no finzinho do horizonte. Todo dia eu sou um personagem, um personagem esquisito que tenta penetrar no mais profundo e secretos mistérios desse mundo tão belo. Ainda tenho muito pra viver, essa garota rebelde e ousada precisa mostrar o seu charme final, ai sim, só ai eu vou poder voltar pra o antigo sofá e escrever a desventuras de uma garota diferente. Porque é isso que significa viver, ser livre sem se importar com o certo e o errado, viver uma aventura e depois, no futuro, ter uma história incrível pra contar pras pessoas, de uma vida de rebeldia, incertezas e gratidão.

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