É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

25.10.14

Um Passado de Amores Platônicos


Hoje estava lendo um texto da Paula Pimenta sobre amores platônicos, e então começou a vir lembranças de quando eu era adolescente, e até mesmo na época de criança. Todos os garotos por quem eu me apaixonei, e sempre via esse amor com um feliz para sempre. Lembro-me vagamente do primeiro garoto por quem eu me apaixonei, um garoto que morava em um beco em frente a minha casa, sempre brincava, eu, ele e o irmão dele. Na época eu tinha entre 5 a 6 anos de idade, um dia fiz uma carta de amor para esse garoto, ele nem leu a carta, apenas rasgou e jogou na rua. E isso me deixou em pedacinhos também. Ainda no mesmo ano me apaixonei por outro garoto que estudava comigo na alfabetização. R. esse foi um amor muito idiota na verdade, pois ele vivia me chamando de gorda e baleia, e eu ainda achava ele um fofo em ação. Depois que me mudei pra RN me apaixonei por outro garoto W. Um, mais sempre foi um amor escondido pelo fato de uma amiga minha também gostar dele. Logo em seguida veio D. mais essa é uma história bem mais complicada e esquisita que talvez um dia eu até tenha coragem de contar. Depois veio o P. que era da mesma igreja que eu fazia parte, mais adivinha uma amiga também gostava dele. E por Ultimo veio o J. Ele foi o verdadeiro amor da minha vida. 
Engraçado como as coisas eram, eu costumava me apaixonar por qualquer garotinho bobo, depois quando eu cansava mal dava tempo respirar e já estava apaixonado por outro. Garotos que falavam mal de mim, e eu ainda gostava deles, garotos que outras amigas gostavam e eu não tinha coragem de dizer e acabavam se tornando um amores secreto, entre eu, e eu mesmo. 
O garoto, na verdade o único garoto que eu amei em toda a minha vida foi o J. Estudávamos na mesma escola, mais ele era 2 anos adiantado e 4 anos mais velho que eu. Isso tudo começou na 5 série. Ele estudava com minha melhor amiga e um dia ao ir à sala dela acabei percebendo esse boy, desde esse dia só dava nas páginas do meu caderno, J. e R. Só falei com ele 5 vezes dentro de de 5 anos. A primeira foi quando minha amiga insistiu em nos apresentar, foi o momento mais embaraçoso da minha vida, nunca tinha passado por esse lance de borboletas no estômago, até aquele dia. As outras duas vezes foram depois da igreja que ele veio me cumprimentar, depois no MSN, e depois no Faceebook, quando eu já tinha me mudado da cidade em que morava. O engraçado era que eu daria a vida por ele, mais nunca tive coragem de ao menos olhar nos olhos, nunca fui boa com flerte, na verdade nunca dei em cima de nem um garoto. Sou muito tímida, DNA da minha mãe. Lembro-me de uma vez ter até dado um soco na cara de uma amiga por ela dizer que também gostava dele. Foram longos dias e noite chorando por ele nunca me perceber e ainda estar apaixonado por uma garota da escola. Eu acreditava nos felizes para sempre. Era esquisito como eu podia estar apaixonada por uma pessoa que nem me conhecia ou me dava bola, mais eu levava isso como um grande desafio, imaginava que um dia ele iria me descobrir e se apaixonar por mim ai seriamos felizes para sempre, seria exatamente como acontecia nos filmes. Então eu ia cantar a musica de amor que tinha escrito pra ele, ele me daria um beijo apaixonado e tudo seria perfeito.
Imaginação. Sempre fui boa nisso mesmo tendo 17, nunca ter beijado um garoto, e nunca ter passado por aquela fase de amores e abandono, ainda sonho com contos de fadas, e a credito no “feliz para sempre”. Se cada um de nos tem o direito de sonhar, que seja com coisas boas não é? E mesmo que o meu amor não passe de Taylor Lautner, Jared Padaleck, Jesen Ackles, Dwaine Jhonson, Jason Stataham e Ian Somehalder, ainda posso sonhar e acreditar que um dia, para sempre, seremos felizes.
 E não se deve sentir vergonha dos amores infantis que nunca foram conquistados e até agora descobertos pois isso é fase. Toda garota sonha em um dia ser amada por o garoto dos seus sonhos, e enquanto o homem de verdade não aparece agente vai criando o nosso próprio conto de fadas, até que um dia a vida real decida nos dar o nosso verdadeiro “felizes”, mesmo que não seja “para sempre”.

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