É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

21.9.14

Resenha: A Culpa é Das Estrelas (Livro e Filme)

Eu sou tipo. Tipo. Sou tipo uma granada, mãe. Eu sou uma granada e, em algum momento, vou explodir, e gostaria de diminuir a quantidade de vítimas, tá? – Hazel

Eu já vinha tentando assistir esse filme faz tempo, só que minha internet nunca deixava o vídeo carregado por completo, e eu não comprei o dvd. Mais hoje finalmente eu conseguir assistir, e não puder conter as lágrimas por muito tempo. O romance tão aclamado de John Green, mostra o relacionamento de dois adolescentes que sofrem de câncer. E impossível você ainda não ter ouvido falar desse livro/filme. Apesar de ter achado o filme fantástico eu admito que não consegui sentir tanto. Não sei se é porque eu já sabia o que ia acontecer, (já que li o livro antes de assistir o filme) ou porque eu estava tanto na expectativa de chorar que acabei não chorando. Mas o que eu acho que aconteceu foi que, no livro, eu mergulhei mais. Por demorar mais tempo para ler do que para ver um filme, eu acabei me envolvendo mais. Eu criei o Gus e eu criei a Hazel do jeito que eu queria e de um jeito que acabou me apaixonando mais do que o Gus e a Hazel do filme. Às vezes os personagens dos filmes superam muito aquilo que a gente imaginou ao ler né? Pessoal, vejam só, eu não vou fazer 2 resenhas, uma para livro e outra para filme, porque eles ficaram bem idênticos. Não imaginei que um dia veria um filme tão fiel ao livro, e fiquei muito, MUITO feliz de ver que isso aconteceu. Eu estava muito ansiosa pela adaptação de “A culpa é das estrelas” desde que li o livro. A história é tao linda e emocionante como o livro. Então vamos lá para o que interessa. Prepare o lencinho para se emocionar.
A Culpa É das Estrelas (em inglês: The Fault in Our Stars) é o sexto romance de John Green, publicado em janeiro de 2012. E adaptação do livro para o Cinema foi lançado em 5 de junho de 2014 no Brasil, 6 de junho nos Estados Unidos e 19 de junho em Portugal. O filme teve uma recepção positiva da crítica, com louvor indo para o desempenho bom de Woodley durante todo o filme. O filme também provou ser bem sucedido comercialmente, com isso mantendo o ponto n º 1 na bilheteria durante sua semana de estreia e tendo arrecadou mais de $280 milhões em todo o mundo contra o seu orçamento de $12 milhões.
Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.
John Green só pode ser alguém de outro planeta para escrever uma história tão perfeita. Ele escreve diálogos bons pra caramba, tipo, que você deseja para a conversa não acabar nunca mais. Sério mesmo gente! Esse livro é  maior fofura, assim que eu terminei já comecei a sentir falta dos personagens, e de fazer parte da história. O livro é narrado por Hazel, uma adolescente de dezesseis anos que sofre de um câncer terminal, mas não se deixou abater com isso. Hazel é uma garota doce, inteligente e decidida. Ela é o exemplo de que não se pode desistir da vida. Por conta disso, ela entra em um grupo de apoio ao câncer, onde pessoas que estão passando por situações compartilham suas experiências, e lá, ela conhece Augustus Waters. Um garoto de dezessete anos que está livre do câncer e que chama a atenção por onde passa, e contradizendo todos os estereótipos, a química entre os dois é quase que instantânea. Os dos dois pombinhos são maravilhosos, (a expressão do Ensel Elgort, do momento em que eles chegam em Amsterdã pra frente, muda de um jeito tão espetacular que chega a doer, e a Shay parece que nasceu para ser a Hazel). A trilha do filme é linda, os coadjuvantes são incríveis e eu achei que todas as cenas mais importantes do livro ficaram incríveis. Apesar de eu ter maginado um poco diferente, mais o filme não deixou a desejar em nem um aspecto.
O grande trunfo do livro é a maneira como a trama é narrada pelo autor. Green consegue contar a história de uma maneira leve, bem humorada e sutil. O que eu mais amei nisso tudo é que, por ser um melodrama, é esperado que o romance apele para as emoções do público, partindo da identificação com os personagens. Mas ao contrário dos típicos “filmes para chorar”, que inventam conflitos para tornar a história mais triste, a culpa é das estrelas, mostra desde o começo o único problema dos protagonistas: o câncer. Ele não e um daqueles clássicos que conta uma história linda de amor, e depois joga na sua cara um problema sem solução pra você fica morrendo de desgosto de ter começado a assistir/ler. E como adaptação, o filme também merece aplausos. Ele não é uma das raras produções adaptadas de uma obra literária que parece corrida demais, e sedenta para incluir o máximo de reviravoltas possível. O ritmo da narrativa é fluido e tranquilo. Eu também achei que as mensagens trocadas por Hazel e Gus foram uma surpresa no filme: ao invés das filmagens tradicionais, mostrando o smartphone, foram colocados efeitos visuais com o texto. A mesma coisa aconteceu com os poucos e-mails mencionados. Acho que combinou com o estilo do filme, achei muito engraçadinho. Inclusive me lembra até de outro filme com o Ansel que usa essa tática também “Homens, Mulheres e Filhos”. Brilhante ou não, “A Culpa é das Estrelas” é um livro/filme que nos faz parar, pra pensar e refletir. Uma história linda e que merece ser lida.
Eu vi muita gente "chata" reclamando dos protagonistas (no filme). Não importa se o Gus não foi quem a gente queria, ou se a Hazel era isso ou aquilo; os atores, Shailene Woodley e Ansel Elgort foram excepcionais em seus papéis, e hoje não consigo mais enxergar um Augustus Waters com outro rosto, nem mais perfeito ou imperfeito. Foi tudo bem trabalho e feito na medida certa. A trama toda, leva os leitores a uma jornada por uma história cômica e comovente, contada pela irreverencia dos pensamentos de adolescentes que foram atingidos pelo câncer. Ele acaba sendo um projeto muito acima da média em comparação com os dramas normalmente oferecidos ao público adolescente. Os personagens têm complexidade, conseguem alternar entre dúvidas típicas da juventude e questões mais profundas sobre o amor e a morte. Os dois, filme e livro, exploram a bela metáfora do infinito para enfrentar o esquecimento, a passagem do tempo e o medo da morte.
Para quem não sabe, o livro foi inspirado em uma garota que tinha câncer. A heroína da vida real chamava Esther Earl e morreu aos 16 anos de idade em 25 de Agosto de 2010. Foi Esther, inclusive, quem apoiou John Green a escrever A Culpa É das Estrelas. Embora soubesse que seu fim era inevitável, a jovem de Massachusetts continuou mantendo o humor e a esperança, inclusive postando vídeos no YouTube. Em uma de suas últimas mensagens, Esther disse: “Eu amo minha família… e minhas irmãs, amo meu irmão, amo meu pai, amo minha mãe, amo meus pets. Eu amo meus amigos. Meus amigos são incríveis”. Esther conheceu John Green numa conferência em 2009 e continuaram amigos e se viram várias vezes até sua morte. Os pais de Esther, Wayne e Lori, fundaram a organização sem fins lucrativos This Star Won’t Go Out para ajudar famílias que têm filhos com câncer. Também lançaram um livro homônimo com cartas e diários da filha cujo prefácio é de John Green. A data de 3 de agosto, dia do aniversário de Esther, é comemorada todos os anos com pessoas vindas do mundo inteiro a fim de celebrar a vida. E viva a vida! Uau! Digna de aplausos né gente. Depois de uma inspiração dessa como não querer ler e assistir ao filme?Todo livro que você lê e filme que assiste tem um impacto diferente na sua vida. Alguns, você ver, e, no dia seguinte, está tudo igual. Outros conseguem entrar em você de forma que ficção e realidade tornam-se uma coisa só, e os personagens passam a fazer parte de você. Com A Culpa é das Estrelas, é quase impossível não sentir que após lê-lo, algo em você está diferente. Recomendo muito, tanto este filme quanto as leituras das obras do John Green, uma vez que seus dramas existenciais tocam e mexem não somente com adolescentes. Em A Culpa é das Estrelas, eu acho que curti mais o livro, e super indicaria para alguém que não leu ainda. O filme também é muito bom e bem fiel, mas eu indico leiam o livro e depois assistam ao filme. Já que o livro de certa forma ainda se trona mais longo e mais detalhista do que o filme. Assim como em toda adaptação de uma obra para outra, algumas coisas são perdidas no meio do caminho.
Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito minhas escolhas.

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