É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

6.10.13

Automutilação


Um estudo publicado na revista de medicina The Lancet aponta que as meninas se automutilação mais do que os meninos. A pesquisa foi realizada na Austrália entre agosto de 1992 e agosto de 2008. A automutilação é um distúrbio de comportamento que faz com que o paciente agrida o próprio corpo ao sentir profunda tristeza, raiva, nervosismo ou viver um trauma. Trata-se de um transtorno psiquiátrico grave que exige tratamento, terapia e medicação. Um estudo realizado na King's College, em Londres, e na Universidade de Melbourne, na Austrália entrevistou 1.943 adolescentes de 44 escolas de todo o estado de Victoria, Austrália, com idade entre 15 e 29 anos. 149 relataram automutilação, as meninas mais do que os meninos. Porém, participantes que relataram autoagressão durante a adolescência não relataram mais automutilação na idade adulta e jovem, mas há continuidade registrada em meninas, mais do que em meninos. Durante a adolescência, os incidentes de automutilação foram associados de maneira independente com sintomas de depressão e ansiedade, comportamento antissocial, de alto risco de uso de álcool, drogas e cigarro. A pesquisa afirma que a detecção precoce e tratamento dos transtornos mentais comuns durante a adolescência podem constituir um componente importante e até então não reconhecido de prevenção do suicídio em adultos jovens. O número assusta quando vemos que um em cada 12 jovens se mutila, com agressões como cortes, queimaduras e batidas do corpo contra a parede. Para aqueles que se autoflagelam, a prática é uma tentativa de aliviar sensações como angústia, raiva ou frustração. O problema é mais comum entre mulheres de 15 a 24 anos.
O que causa automutilação?
Em entrevista a revista Época, a socióloga da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos Patricia Adler, que estudou durante dez anos automutilação, juntamente com o marido, o sociólogo Peter Adler, afirma que casos como esses são fruto da criação de uma cultura tolerante à autoagressão.
De acordo com Patricia, os jovens se cortam porque acham a vida dura. Ela conta que a automutilação era uma patologia mental discreta até os anos 1990, quando artistas e celebridades começaram a assumir a prática em público e, com isso, estimularam mais jovens a se agredir. Porém, a pesquisadora afirma que muitas pessoas entrevsitadas na pesquisa planejavam seus ferimentos de forma racional, pensando naquilo como uma válvula de escape para dias tensos ou como fatores que lhes acalmavam, o que não segue o modelo psicológico. "Está virando uma tendência, uma moda. E competem para ver quem sofre mais, quem tem mais dor", afirmou.


Grupos sobre autolesão na internet
Os adeptos da autolesão querem encontrar outras pessoas como eles e falar sobre isso. É uma oportunidade para contornar o tabu. Para os que costumam se automutilar é importante encontrar outras pessoas que fazem o mesmo e achar as normas da comunidade. 
Um vídeo postado da rede YouTube mostra a carta de uma menina que costumava se cortar. Elas escreve a pais que buscam solução para o problema dos seus filhos e utiliza como trilha sonora de seu relato a música Clarisse, do Legião Urbana, que fala sobre uma menina de 14 anos que se fere como fuga dos problemas e das frustrações que vive em seu dia a dia. Muito atual se avaliarmos o número de vídeos que circulam pela internet de jovens que se mutilam. Os especialistas afirmam que existe uma espécie de ciclo natural para o fim deste problema. Mas, em casos muito sérios, tratamentos e clínicas são soluções. As comunidades na internet também funcionam como um centro de compartilhamento dos problemas e algumas pessoas se ajudam a largar o ‘vício’ da automutilação.
Fonte original aqui.
Não pense que você está sozinha nessa. Existe milhares de pessoas que estão passando ou ja  passaram também por isso, e conseguiram se recuperar. Você também pode. Lei a história da Diva Demi Lovato, que tem servi de inspirações para muitas pessoas que sofreram bullying e  já passaram por um processo de Automutilação.
Demi Lovato não costuma entrar em detalhes sobre sua automutilação, mas a cantora, que foi internada por contas de problemas emocionais e distúrbios alimentares em 2010, resolveu abrir o coração em entrevista á revista "Self". "Algumas vezes eu estava tão ansiosa, que sentia como se estivesse deixando meu corpo e que se eu não fizesse algo para parar isso, iria explodir. Eu me automutilava para tirar a minha mente dessa ideia. Eu simplesmente não ligava para o que iria acontecer. Não tinha medo algum", disse ela, que atualmente é jurada do "The X Factor" ao lado de Britney Spears. Demi ainda contou que atualmente trabalha diariamente para não repetir as atitudes do passado: "Eu sempre tiro um tempo para cuidar de mim e medito. Eu passei os últimos dois anos me recuprando de um distúrbio alimentar e problemas como minha automutilação e minha bipolaridade. Tenho que trabalhar isso todo dia. E sou lembrada disso toda que vez que como ou me sinto triste." Além disso, ela contou que fez uma mudança radical em seu estilo de vida e resolveu abandonar seu celular: "Não uso meu celular há três meses. Subconscientemente, era como uma muleta. Quando uma sala fica em silêncio, o que você faz? Pega seu telefone! Agora posso me sentar e conversar com as pessoas."

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