É tanta coisa na cabeça que de vez em quando a gente se pergunta: é isso mesmo que quero? Afinal, quem sou eu? O que estou fazendo da minha vida? Estou dando atenção para as coisas certas? Estou gastando energia no que realmente importa? Estou dando a devida atenção para quem gosta de mim? A gente fica nesse mar de perguntas e nada até encontrar uma resposta.

13.9.13

Sexta Feira 13 - Dia do Azar



Há muito tempo, certos dias ou épocas do ano são compreendidas como impregnadas de algum tipo de infortúnio ou má sorte. Atualmente, o encontro do dia 13 com a sexta-feira é repleto de lendas e crendices que deixam os mais supersticiosos de cabelo em pé. Como se não bastasse isso, o cinema norte-americano tratou de imortalizar esta data com uma seqüência de filmes de terror protagonizada por Jason Voorhees, um serial killer que ataca nessa mesma data.

Contudo, poucos sabem dizer qual é a verdadeira origem da “Sexta-feira 13”. De fato, as possibilidades de explicação para esta crença se encontram difundidas em diferentes culturas espalhadas ao redor do mundo. Uma das mais conhecidas justificativas dessa maldição conta que Jesus Cristo foi perseguido por esta data. Antes de ser crucificado em uma sexta-feira, o salvador das religiões cristãs celebrou uma ceia que, ao todo, contava com treze participantes.

Outra explicação sobre essa data remonta à consolidação do poder monárquico na França, especificamente quando o rei Felipe IV sentia-se ameaçado pelo poder e influência exercidos pela Igreja dentro de seu país. Para contornar a situação, tentou se filiar à prestigiada ordem religiosa dos Cavaleiros Templários, que, por sua vez, recusou a entrada do monarca na corporação. Enfurecido, segundo relatos, teria ordenado a perseguição dos templários na sexta-feira, 13 de outubro de 1307.

De acordo com outra história, a maldição da sexta-feira 13 tem a ver com o processo de cristianização dos povos bárbaros que invadiram a Europa no início do período medieval. Antes de se converterem à fé cristã, os escandinavos eram politeístas e tinham grande estima por Friga, deusa do amor e da beleza. Com o processo de conversão, passaram a amaldiçoá-la como uma bruxa que, toda sexta-feira, se reunia com onze feiticeiras e o demônio para rogar pragas contra a humanidade.

Reforçando essa mesma crendice, outra história de origem nórdica fala sobre um grande banquete onde o deus Odin realizou a reunião de outras doze importantes divindades. Ofendido por não ter sido convidado para o evento, Loki, o deus da discórdia e do fogo, foi à reunião e promoveu uma enorme confusão que resultou na morte de Balder, uma das mais belas divindades conhecidas. Com isso, criou-se o mito de que um encontro com treze pessoas sempre termina mal.

Apesar de tantos infortúnios associados a essa data, muitos a interpretam com um significado completamente oposto ao que foi aqui explicado. De acordo com os princípios da numerologia, o treze – por meio da somatória de seus dígitos – é um numeral próximo ao quatro, compreendido como um forte indício de boa sorte. Além disso, indianos, estadunidenses e mexicanos associam o número treze à felicidade e ao futuro próspero.

Superstições 

O padre Lorenzatto conta que em países como a Índia e o Japão o número é muito bem-vindo, sendo utilizado em prédios e símbolos sagrados. É nos Estados Unidos, entretanto, que ele vê maior número de contradições com o 13: o país começou com as 13 colônias e sua bandeira tem 13 listras. Mas, na terra do Tio Sam, é comum alguns prédios não terem o 13° andar para evitar o mau agouro. 

Para completar a má vontade com a dezena, um acidente aconteceu com a espaçonave Apolo 13, que se dirigia para a Lua, no dia 13 de abril de 1970. Os astronautas voltaram intactos para a Terra depois de ficarem quatro dias com o oxigênio racionado. Foi um prato cheio para os tais triscaidecafobos (pessoas que têm medo do número 13): muitos defendiam que a missão deveria ter passado direto do número 12 para o 14. 

Por Rainer Sousa
Mestre em História


Sexta -Feira 13: Filmes que se dizem baseados em histórias verídicas.

Confira algumas opções para assistir neste dia do azar


Psicose (1960):
O filme: O psicótico Norman Bates obedece as ordens de sua falecida mãe, cujo corpo é mantido num local secreto em sua morada próximo ao hotel que gerencia. Ele assassina aqueles que decidem parar no local, como a ladra Marion Crane (Janet Leigh).
A inspiração: O autor da obra original de Psicose, Robert Bloch, baseou o personagem no famoso assassino de Wisconsin, Ed Gein, que em 1957 foi preso por ter cometido dois crimes por enxergar nas vítimas a figura de sua falecida mãe.
O Massacre da Serra Elétrica (1974):
O filme: Uma família canibal vive no Texas e mata pessoas com o intuito de utilizar a carne para se alimentar e vender. O destaque está na figura de Leatherface, que, como o nome diz, veste em seu rosto a pele de suas vítimas.
A inspiração: Além de Psicose, o assassino Ed Gein também inspirou este filme, já que, além de matar mulheres nas quais enxergava sua mãe, ele utilizava os corpos para decorar a casa e vestia a pele das vítimas com a intenção de se tornar uma mulher.
O Exorcista (1973):
O filme: A conhecidíssima história da possessão da menina Reagan MacNeil (Linda Blair), em Georgetown. Para resolver o problema dois padres são chamados para realizar um exorcismo.
A inspiração: O roteirista teria lido um artigo na Universidade de Georgetown sobre um exorcismo realizado com um menino de 12 anos, Roland Doe, de Mount Rainier, Maryland, em 1949. Após umas manifestações estranhas na casa, como barulhos inexplicados e pratos que voavam das prateleiras, o garoto tentou entrar em contato com sua falecida tia e passou a apresentar sintomas de possessão e passou por sessões de exorcismo. Detalhes sobre a verdade dos fatos foram escondidos da mídia propositadamente durantes bastante tempo.
Horror em Amityville (1979):
O filme: A família Lutz se mudou para uma casa próxima a um rio, onde houve um assassinato em massa no ano anterior. Eles testemunharam uma série de eventos paranormais malignos no local.
A inspiração: A família teria presenciado em sua nova casa, na avenida Ocean 112, durante quatro semanas, vozes sinistras, mudança de temperatura, inversão dos crucifixos. Na casa, foram tiradas diversas fotos da casa com câmeras especiais e uma delas traz um menino com olhar demoníaco. Há quem diga, no entanto (inclusive em livros) que tudo não passou de uma parceria entre a família e o autor do livro para vender exemplares.
A Hora do Pesadelo (1984):
O filme: Uma jovem começa a ter pesadelos assustadores. Enquanto guarda apenas para si estas terríveis experiências noturnas, suas amigas do colégio também estão compartilhando o mesmo tipo de sonho. Porém, quando uma das garotas acaba sendo brutal e misteriosamente assassinada durante o sono, Nancy procura a polícia, mas seus relatos são ignorados pelos policiais.
A inspiração: O autor se inspirou num artigo que leu no LA Times que relatava a morte de pessoas durante o sono no Sul da Ásia. Famílias imigrantes morreram durante um pesadelo, sem que houvesse conexão entre eles. Um deles era filho de um físico, de 21 anos, que não queria dormir por conta dos pesadelos, apesar da insistência da família. Após finalmente pegar no sono, a família ouve barulhos no quarto e corre, mas ele já estava morto. Uma autópsia foi realizada e não houve constatação de ataque cardíaco; ele morreu de causas inexplicadas. 

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